Islândia se livra do coronavírus, vai às urnas e vê turistas voltarem

Com apenas 365 mil habitantes e isolada pelo Atlântico Norte, Islândia dá pandemia por vencida e se aproxima cada vez mais de uma volta ao normal

Por Hora H 27/06/2020 - 14:32 hs
Foto: Reprodução - Instagram
Islândia se livra do coronavírus, vai às urnas e vê turistas voltarem
Na Islândia a vida já voltou ao normal. Turistas estão sendo recebidos.

Uma combinação de população pequena, baixa densidade demográfica, isolamento em relação a outros países e colaboração dos habitantes. Com esses fatores, a Islândia se tornou um exemplo no controle da pandemia do novo coronavírus e a vida está tão perto do normal que a eleição presidencial vai acontecer neste sábado (27).

Há cerca de duas semanas, o país voltou a receber turistas estrangeiros. Todos são testados para a covid-19 assim que desembarcam no aeroporto internacional Keflavik, na capital islandesa, Reykjavik. 

Dessa forma, a Islândia tenta reativar a indústria turística, que costuma receber cerca de 2 milhões de turistas por ano e é responsável por cerca de 10% de seu PIB. Quem não se submeter ao teste tem de passar 14 dias em quarentena antes de poder conhecer o país. Mesmo assim, quem paga a conta é o governo. 

Na eleição desde sábado, o atual presidente Gudni Johannesson, de centro-esquerda, concorre com o empresário Gudmundur Franklin Jonsson, de extrema-direita. As pesquisas apontam para uma reeleição tranquila de Johanneson. 

Enquanto isso, nas ruas, a vida vai voltando ao normal para os islandeses. Os bares e restaurantes já reabriram, mas todos estão fechando cedo, antes das 23h. 

O isolamento nunca chegou a ser obrigatório, mas a maior parte da população fez por conta própria, enquanto escolas e outros estabelecimentos permaneceram abertos. O alto número de testes, proporcionalmente à população, ajudou o governo a monitorar a evolução da doença no território islandês. 

A Islândia, com 365 mil habitantes, teve 1.832 casos confirmados e apenas 10 mortes. Atualmente há 9 casos sendo tratados na ilha, todos leves. O último óbito aconteceu em meados de abril e um centro criado para atender pacientes com covid-19 foi fechado em maio.